Tão homem tão bruto tão coca-cola nego tão rock n'roll Tão bomba atômica tão amedrontado tão burro tão desesperado Tão jeans tão centro tão cabeceira tão Deus Tão raiva tão guerra tanto comando e adeus Tão indústria tão nosso tão falso tão Papai Noel Tão Oscar tão triste tão chato tão homem Nobel Tão hot dog tão câncer social tão narciso Tão quadrado tão fundamental Tão bom tão lindo tão livre tão Nova York Tão grana tão macho tão western tão Ibope Racistas paternalistas acionistas Prefiro os nossos sambistas
A ponte de safena Hollywood e o sucesso O cinema a Casa Branca a frigideira e o sucesso A Barra da Tijuca Hollywood e o sucesso Prefiro os nossos sambistas
Prefiro o poeta pálido anti-homem que ri e que chora Que lê Rimbaud, Verlaine, que é frágil e que te adora Que entende o triunfo da poesia sobre o futebol Mas que joga sua pelada todo domingo debaixo do sol
Prefere ao invés de Slayer ouvir Caetano ouvir Mano Chao Não que Slayer não seja legal e visceral A expressão do desespero do macho americano é normal Esse medo da face fêmea dita por Cristo é natural
É preciso mais que um soco pra se fazer um som um homem um filme É preciso seu amor seu feminino seu suíngue Pra ser bom de cama é preciso muito mais do que um pau grande É preciso ser macho ser fêmea ser elegante
Artigo - Precatórios: pagar o que deve Segunda-feira, 30/01/2012
Walter Ceneviva - Folha de Sao Paulo, 28/01/2012
A "moralidade" do Estado tem padrão seletivo: vale para interesses políticos, mas não para cumprir a lei
O dever de pagar dívidas, quando referido ao poder público, exige a leitura do art. 37 da Constituição. Esse dispositivo impõe o princípio de moralidade como exigência para o exercício da administração pública. A moralidade constitucional tem qualidade de enquadramento jurídico para aplicar o direito vigente. Nada obstante a essa condição, a realidade nacional, nos dias que correm, permite dizer que, em boa parte, o poder público assume uma posição atentatória da moralidade quando não paga dívida vencida. O mesmo se diga quando facilita a vida de alguns de seus credores, em detrimento de outros.
Pagar o devido tem variáveis. As vítimas do não recebimento de seus créditos em face da administração são os caloteados, mas não só eles, porquanto também são vítimas os passados para trás, em face de outros que, mais chegados ao poder, recebem em dia, beneficiados por excessos de favorecimento, conforme noticiado sobre o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Para o direito, quem não paga o que deve é inadimplente. Descumpre a lei. Na avaliação comum, mau pagador é o caloteiro. Agrava-se a conduta do administrador público quando, sendo mau pagador renitente, ao mesmo tempo pressiona e asfixia seus devedores, sob desculpa de que cumpre a lei.
O Judiciário começou a dar atenção para essa disparidade de condutas do poder público, mas ainda com timidez. Já foi referido, nesta coluna, voto exemplar do ministro Carlos Ayres Britto, do STF (Supremo Tribunal Federal), na ação direta de constitucionalidade nº 4.357 (Distrito Federal). Volto a ele para recordar aspectos da emenda constitucional nº 62/2009. É claro que entre as consequências dessa emenda está a possibilidade de que certas dívidas da administração simplesmente se destinem a não serem quitadas ou, se o forem, tenham atraso ainda maior. É usual que o administrador tire vantagens gastando em obras novas, que, ao mesmo tempo, servem para não pagar débitos velhos.
Para Ayres Britto não se compreende que certas obrigações, a cargo da administração, sejam descumpridas, com quebra do direito do credor. O ministro do STF extrai da emenda constitucional nº 62/2009 desalentadora conclusão nesse sentido, especialmente no caso dos precatórios judiciais. A emenda mencionada autoriza o não pagamento quando o débito remanescente for superior ao valor dos recursos vinculados na conta do ente devedor em um exercício dado. Ou seja, basta que os recursos vinculados absorvam toda a destinação do orçamento para isentar a administração de quitar débitos antigos.
Ayres Britto admite que o STF contribuiu para esse descaso ao "não deferir pedidos de intervenção federal, sob a desculpa de que os Estados se encontravam sob dificuldades financeiras".
Neste momento em que juízes têm recebido valores altíssimos, que atentam contra os limites constitucionais de sua remuneração mensal, quando alguns são favorecidos em detrimento de seus colegas livres da ordem dos precatórios, vê-se que as coisas estão mal paradas. Os exemplos se repetem porque a "moralidade" do Estado tem padrão seletivo: vale para interesses políticos, mas não para cumprir a lei. É o pior exemplo que os poderes constitucionais podem dar ao povo.
Nos últimos tempos temos ouvido muito sobre
o abuso contra a mulher e a necessidade de haver penas mais severas para este,no que concordo plenamente.
São abusos de toda ordem,não só sexual.
Há vários fatores que contribuem para isto,mas quero enfocar a responsabilidade da mulher neste machismo ,que crê que tudo pode por ser homem,e assim conciderar-se superior.
Quem moldou o caráter deste homem,em primeira instância,foi uma mulher,com quem estabeleceu sua primeira relação afetiva,a mãe.
Mas que mãe é esta?
Um mulher criada num ambiente acolhedor e respeitoso,formando um ser humano seguro, de
boa autoestima,afetiva,e feminina?
São raras as mulheres que teem esta sorte.
A maioria são criadas por mulheres que,seja por dependência econômica,afetiva,ou influência religiosa,introjetou esta moral machista,aceitando-a naturalmente.
Mesmo odiando serem subjulgadas pelo pai,marido e irmão,nada fazem para se rebelar contra isso e assim repetem o modelo.
Então se a mulher é desrespeitada,abusada sexualmente,bulinada,etc,"algum motivo ela deve ter dado."
Quando aconteceu comigo,não escondi de ninguém o fato,mas até hoje todos sentem-se incomodados em ouvir-lo.
.Soube quem ,era,um pedreiro da obra ao lado,que sabia onde eu morava.Este aparentemente foi o motivo de eu não fazer a denúncia.Por medo da vingança dele,ou pior,da reação do meu pai e de um dos meus irmãos.Imediatamente intensifiquei minha terapia com outras corporais.mas nesta época achava "feio" demonstrar raiva.Coisas que mamãe sempre me ensinou ser pecado.
Também não aceitava o fato de que fariam com ele na cadeia,o mesmo que fizera comigo.Eu não conseguia sequer admitir esta hipótese,pois havia sentido na pele a dor desta violência
Anos depois em um Workshop tive uma catarse e me dei conta de que era EU quem GOSTARIA de te-lo matado,e mais ninguém.
Hoje sei que desenvolvi Pânico(doença que nem se falava na época) e minha depressão endógena em fim aflorou,depois deste ataque..
Ainda bem que sou inteligente,estudei,fiz 30 anos de terapia,e não tenho o menor problema com a minha sexualidade,a qual gosto muito de exercer.Nem com os homens,desde que não sejam machista,egocêntricos,inseguros e vaidosos.
Mas, do que nunca me refiz,nem esqueci,nem perdoei,foi da reação de minha "querida mamãe"ao saber do estupro.
.Como foi num fim de semana em que eu estava sozinha em Ubatuba e ela em SP,não soube na hora.Pedi que deixassem que eu contasse,à ela
pessoalmente,para tranquilizá-la quanto ao fato de que pelos menos fisicamente eu estava bem.
Aqui um detalhe importante:O fato aconteceu num entardecer.Decidi caminhar pela praia,,depois de horas trabalhando sobre um relatório.Fumar um cigarro,curtir o entardecer, estava até compondo uma canção,qdo ele se atirou sobre mim.
Pois bem vamos a reação de minha mãe,as primeiras palavras dela,depois de eu contar com todo cuidado nas palavras ,para não chocá-la.
" Mas também pudera,você estava de maiô!"
Tenho certeza absoluta que para mim, este foi o verdadeiro e indelével ESTUPRO!.
.Neste dia matei minha mãe.dentro de mim.
http://suzana-meirelles.blogspot.com/
Em que momento das nossas conversas houve um ruído e não nos entendemos mais?
Foi uma música mal colocada em que você não entendeu meu humor?
Foi meu interesse e ciúme por você em fim confessado,que te fez perder o interesse?
A paixão era só pela conquista e não pela pessoa que começou a conhecer?
Por que justo quando começo a corresponder à sua conquista,você cobra uma não atenção,que jamais houve,e sim, um medo da minha parte,da revolução que você causou em mim?
Que descompasso dos tempos,seu e meu,foi esse,que te faz agora pedir para que eu pare?
Como assim?
Como faço?
Como esqueço?
Quem é você afinal?
"A pior coisa que se pode fazer à uma pessoa,é fazê-la se apaixonar por você,quando não há a intensão de corresponder"
Eu vou ter que passar minha vida cantando uma só canção Eu vou ter que aprender a viver sozinho na solidão Eu vou ter que lembrar tantas vezes o riso dos olhos seus Eu vou ter que passar minha vida tentando esquecer este adeus Eu vou ter que esquecer seu sorriso e o pranto dos olhos meus Eu vou ter que esquecer seu olhar na hora do adeus Eu vou ter que esquecer minha vida Só você não percebe por que Eu vou ter que passar minha vida esquecendo você"
Foi um ano difícil este que passou.Minha vida ainda suspensa num ponto de interrogação.O que fazer profissionalmente,depois de anos de consultório atuando com muita paixão,e esta acaba.Não dá mais para ficar trancada no quarto,tenho uma vida para ser vivida e um filho que quero que se orgulhe de mim.
Moro com meu filho,minha mãe e um irmão alcoólatra,quem conhece este drama pode imaginar o que passo,tentando não virar refém desta doença.Tive até que fazer um BO.Decisão difícil,mas que protegeu a mim e meu filho, de seus delírios persecutórios e/ou ameaças e agressões.
Cada vez mais isolada e cristalisada acabei de fato paralisada numa cama,em função de uma Facite Plantar,e o medo dos resultados dos exames médicos feitos.Todos alterados,vários nódulos,coração entupido,etc.
Este susto,fez-me refletir sobre o medo que conseguiu literalmente me paralisar,e resolvi tomar algumas decisões ,que pelos menos já possibilitaram-me a andar.Fui me tratar.
A quase morte de outro irmão querido,também foi um baque que mostrou-me a transitoriedade da vida.Mais um motivo para refletir na minha escolha:continuo morta em vida ou parto à viver a vida?
Neste momento perco em uma semana dois tios,e recebo a notícia,que uma,outra,a mais querida,logo também partiria.
Numa discussão familiar com este irmão alcoólatra,tenho pela primeira vez na vida uma crise imensa de ansiedade(ou histérica),com direito a arremessos de criados mudo(para divertimento da minha amiga de Cuiabá),ambulância e o escambal.Meu menino de 15 anos cuidou de mim,me acalmando com seu carinho embora absolutamente assustado.Creio que amadureceu uns cinco anos neste dia!
Tenho poucos e bons amigos,de anos!mas a depressão e a síndrome do pânico me isola deles.Me sinto,emburrecida,desinteressante,chata,e incapaz de ter ou provocar tesão,por ou em alguém.
Então fujo para a internet,curto minhas músicas e vídeos.E nesta,estava de bobeira quando resolvi entrar no twitter.Muita besteira,muita gente solitária falando sozinha para um monte de gente rs.Mas encontrei algumas pessoas bacanas,que dá pra trocar coisas também.Num dia destes,estava eu de bobeira e me deparei com a foto de uma pessoa que provocou uma explosão de vida dentro de mim.Sentimentos que,na minha onipotência,pensei que jamais deixaria vir à tona novamente.Boba que sou!
Engraçada a vida!como uma amizade virtual pode despertar sentimentos tão reais?Não importa se irei ou não vivencia-los com esta pessoa.O importante é que eles estão concretos dentro mim.Minha vontade voltar a desfrutar a vida,me abandonar à suas possibilidades voltou concretamente,através deste estímulo virtual.À este amigo dedico este vídeo:
Não se assuste meu amigo,você não é responsável por nada.Não tem obrigação de nada.Mas veja que interessante o que a gente sem querer pode despertar no outro.Só por isso,há que se ter cuidado!Todos nós.
Me assustei,corri para meu Psiquiatra e perguntei:Se eu tenho Síndrome do Pânico,é porque tenho medo da vida não é? e agora o que é que faço com tanta vida pulsando dentro de mim?E ele sorrindo me perguntou:E então Suzana,você está a fim de correr este risco?
Estou.
Os dias estão passando,viajei,convivi com neuroses de outras pessoas.Senti como nós podemos ser econômicos em nossas emoções,semeando uma aridez de sentimentos.Minha amada tia(mãe)faleceu no Natal,mas continuo apesar de tudo,com uma ansiedade de vida,de notícias de você que está tão longe,de retomar meus exames e intervenções na saúde para em fim me curar.
Psicóloga: Clínica- CRP 06/17931
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Cuidar da saúde é uma necessidade de todos nós! Hábitos saudáveis na alimentação, lazer, relacionamentos que nos trazem aconchego e bem estar, tudo isso nos leva a uma maior e melhor disposição física e emocional. Sabemos que sessões de Massagem Integrativa,produzindo relaxamento das tensões diárias e conscientização de mente e corpo , constitui –se como uma outra oportunidade de cuidado que deve ser lembrado pela sua importância no nosso dia a dia.
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Suzana Meirelles ( CRP/06- 17931 )
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