segunda-feira, 11 de junho de 2012

MPB4 - Por quem Merece Amor






Autor : Silvio Rodriguez
Versão : Miltinho


Te pertuba esse amor?
amor de junventude
Meu amor é amor  de virtude
Te pertuba esse amor?
sem máscaras por trás
Meu amor é uma arte de paz
Te pertuba este amor?
amor de humanidade
Meu amor,é uma amor de verdade
Te pertuba este amor?
com todos ao redor
Meu amor é uma arte maior
Meu amor,
minha aprenda encantada
minha eterna morada
meu espaço sem fim
Meu amor não aceita fronteira
como a primavera,não escolhe jardim
Meu amor,é um amor libertado
esse amor tão sangrado
não se tem prá lucrar
Meu amor,é tudo quanto tenho
e se eu vendo ou empenho
para que respirar?
Meu amor alivia e acalma
é o remédio da alma
prá quem quer se curar
Meu amor é humilde e singelo
e o destino mais belo é torná-lo  maior
Meu amor,o mais apaixonado
pelo injustiçado,pelo mais sofredor
Meu amor abre o peito prá morte
e se entrega pra sorte,por um tempo melhor
Meu amor,esse amor destemido
arde em fogo infinito
Por quem merece o amor




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terça-feira, 29 de maio de 2012

Poema do livro Atalhos de Vagalumes & Veredas Várias


Por tudo
sobre viemos
Por tudo
do demo,limos

sobrevivemos

Foi então,que
da minha infinita
tristeza
aconteceu você



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Poema do Livro Atalhos de Vagalumes & Veredas Várias

Nossa estrada
inacabada
não tem volta

ou entrocamentos
falhos



nossa estrada
etérea
não indica
horizonte algum
nem a nós
ou qualquer um




Poema de Crispim A.Campos

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ou entrocamentos
falhos

Poemas do Livro Atalhos de Vagalumes & Veredas Várias


Assim
como asa
de querubim

assim
de leve
ultra leve

desta assanha
paina

tão puma
de pluma

no cio
deste
edredom macio

parece bolero
te amo
te quero


Poema de Crispim A.Campos

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Poemas do livro Atalhos de Vagalumes & Veredas Várias



Guri
toupa ragada
cara de remendo

coisa
mais séria

é
 mais miséria

Poemas de Crispim Campos
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guri


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Eduardo Galeano - El Derecho al Delirio

O Bambuzal e as Cobras


Estou perdendo a vergonha de dizer que gosto das pessoas e o por que.Por vergonha,timidez e medo de ser mal interpretada,muitas vezes me calei sobre meus afetos.Me arrependi.Ou porque quem eu amava morreu,ou porque cansou de esperar e foi embora.
Não quero mais isso para minha vida.Já não há mais tempo.
Cada dia que passa me dou conta da finitude da vida ,das pessoas,das relações.Parece óbvio,mas não é.Não somos educados para lidar com o fim e temos medo dele.
Passamos a vida achando que sempre haverá tempo mais adiante para falar eu te amo,eu confio,eu gosto.Ou,não quero mais isto,não quero você,não gosto e não confio em você.
Tá errado.De novo outro clichê mas,o tempo é aqui e agora,não nos enganemos.Quem me garante estar aqui ao final deste dia?Ninguém.
Não posso saber o que há depois da morte,a não ser supor, através da minha crença.Mas posso saber da minha vida hoje.E é disto que tenho que saber dar conta.Como está a qualidade da minha vida hoje!
Esta revisão é difícil e dolorida eu sei.Viajar por dentro de si , se questionar e conhecer,não trás na maioria das vezes uma sensação
agradável.É necessária uma alta dose de tolerância,complacência e capacidade de se perdoar.Dói na carne,sangra,arde,inflama!
Mas pode ser agradável também se neste passeio por entre luz e sombras,eu conseguir nem que seja um pouco,reconhecer meus valores e minha capacidade de amar e dizer isto para mim mesma e para o outro.
Há um terreno muito árido de afetos.Neste terreno infelizmente nasci e fui criada.Para me defender desta aridez e conseguir sobreviver nela,me tornei medrosa,agressiva,cínica e irônica.Também arrogante,prepotente e orgulhosa."Não vou dizer que me importo,que te amo,que tenho medo,pois assim saberá da minha fragilidade e me destruirá".Bobagem.
Neste choque de realidade que a finitude me trouxe,pude ver que,sendo mais flexível tanto em relação a mim quanto às pessoas,me tornei mais forte.Mais resistente ao sofrimento e mais receptiva à alegria.
Como um bambuzal.Lindo! com uma folhagem farta e galhos flexíveis.Que vergam às vezes até o chão,mas não se quebram e voltam ao prumo.
As cobras gostam de esconde-se nele.Ali são acolhidas,vão e voltam.Ele as acolhe,mas não se deixa destruir por elas.
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Quero suar contigo uma luta enlouquecida de de amor,tesão e risadas,e o sol nascendo vendo tudo,abrirá um sorriso



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“Me deixa aconchegar em seu abraço, seus braços são grandes e o meu cansaço também.


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domingo, 6 de maio de 2012

Poema de Crispim Campos


João Gilberto canta ao pé do ouvido
,eu sintético te canto
neste computador ao pé da letra





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